
“Gran Torino” entrou recentemente para o catálogo Netflix e essa é uma oportunidade de ouro para muitos que ainda não viram essa obra prima de Clint Eastwood.
Na trama, Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um rígido (e as vezes até ranzinza) veterano da Guerra da Coréia, agora aposentado. Para passar o tempo ele faz consertos, bebe cerveja e vai mensalmente ao barbeiro (John Carroll Lynch). Sua vida é alterada quando passa a ter como vizinhos imigrantes hmong, vindos do Laos. Magoado e desconfiando de todos, Walt apenas deseja passar o tempo que lhe resta em paz. Até que Thao (Bee Vang), seu tímido vizinho adolescente, é obrigado por uma gangue a roubar o carro do veterano, um Gran Torino retirado da linha de montagem pelo próprio.
Falar desses temas com um personagem extremamente preconceituoso requer um refinamento de roteiro bastante eficiente para que fique claro a crítica ao preconceito e não a glamourização.
E todo esse cuidado para tratar de temas delicados o Clint Eastwood tira de letra.
Conforme a história avança, seu personagem passa por uma mudança perceptível, mas não de forma gratuita, graças a brilhante atuação e direção do diretor.
Em qualquer outro longa sem o mesmo capricho da direção, facilmente soaria como escolhas fáceis de roteiro, mas não é o caso.
A fotografia Tom Stern, que já colaborou com Clint em diversos filmes também é essencial para compor essas sutilezas notáveis.
No elenco, o Bee Vang que interpreta o Thao tem uma ingenuidade necessária para formar essa dupla com Clint, que proporciona grandes momentos.
Aquela pessoa mais impaciente pode achar que será “Gran Torino” será um filme arrastado, mas quem se comprometer com essa trama desde o início vai ser recompensado com momentos reflexivos e surpreendido com seu desfecho inesperado sobre redenção.
⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ – Excelente
🎥 Filme: Gran Torino
🔴 Disponível em: Netflix e HBO Max
Direção: Clint Eastwood
2008 ‧ Drama/Suspense ‧ 1h 56m
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