
Se você gostou de “Fratura” da Netflix, certamente irá gostar de “O Operário”, dirigido por Brad Anderson.
Ainda que ambas histórias sejam diferentes, a forma como o cineasta trabalha com o suspense é admirável.
É perceptível a influência do mestre do suspense Alfred Hitchcock nesse thriller, seja pela escolha da trilha sonora de Roque Baños (dos ótimos “Cela 211” e “O Homem Nas Trevas”), que ajuda na composição do clima de mistério, ou pelos enquadramentos que remetem aos clássicos do cineasta, como “Psicose”.
Logo na primeira cena, o diretor consegue fisgar sua atenção até o último minuto, porque podemos acompanhar o protagonista interpretado por Christian Bale se livrando de um corpo.
Mas o mistério não é apenas em cima desse acontecimento inicial, porque durante a trama novas pistas são deixadas, e com isso as novas perguntas surgem.
A presença de Christian Bale é naturalmente forte, mas sua fisicalidade que chama atenção pela magreza de seu personagem consegue não apenas chocar, como despertar a nossa curiosidade para sabermos como ele chegou em tal situação.
Mesmo quando a resposta para essa questão é apresentada, nós continuamos intrigados por tudo que gira em torno desse e de outros mistérios.
“The Machnist” (título original), tem um plottwist que pode surpreendê-lo, mas que não é inovador porque outro longa de sucesso já seguiu pelo mesmo caminho.
Entretanto, esse artifício é bem usado dentro de um novo contexto, o que evita maiores comparações e torna essa experiência muito positiva. Particularmente, considero um dos melhores suspenses de todos os tempos.
Confira o trailer:
🎥 Filme: O Operário (The Machnist)
🔴 Disponível em: YouTube ou aluguel em Apple TV
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (9.0/10) – Excelente
🎬 Direção: Brad Anderson
2004 ‧ Thriller/Drama ‧ 1h 41m