
Se você gostou das minisséries “Missa da Meia-Noite” e “A Maldição da Residência Hill”, precisa assistir “Hush – A Morte Ouve”.
Mas o que essas duas minisséries tem em comum com o filme? Todas são dirigidas por Mark Flanagan, que cada vez mais se mostra totalmente competente no gênero do terror e suspense.
O diretor também foi responsável pelos filmes “Doutor Sono” e “Jogo Perigoso”.
Na trama, a autora Maddie Toung (Kate Siegel) vive uma vida isolada desde que perdeu sua audição quando era adolescente, se colando em um mundo silencioso. Porém, quando um assassino mascarado aparece em sua janela, Maddie precisa ir além dos seus limites físicos e mentais para conseguir sobreviver.
O longa de Flanagan é um daqueles “home invasion”, conhecido nos cinemas para definir filmes de invasão domiciliar, exemplos; “O Homem Nas Trevas”, “O Quarto do Pânico”, dentre outros.
Mas o que o filme tem de tão interessante? Em termos narrativos você não vai ser muito surpreendido, é uma trama de um jogo de “gato” e “rato”.
Mas o que a direção faz é um trabalho primoroso que vai te deixar grudado na tela do início ao fim.
Apesar dos clichês do gênero, “Hush – A Morte Ouve” inova trazendo uma protagonista surda que potencializa toda a tensão desse thriller.
A atriz que da vida à personagem principal é a Kate Siegel (“Missa da Meia Noite” e “A Maldição da Residência Hill”), e entrega um dos seus melhores trabalhos.
Talvez os únicos pontos que enfraquecem o suspense de Flanagan seja o fato de que o psicótico mascarado revele sua identidade muito cedo e para alguns isso pode diminuir um pouco a tensão (como no meu caso).
“Hush – A Morte Ouve” começa como um filme mais do mesmo, mas a direção tão bem conduzida torna esse um entretenimento garantido.
⭐️⭐️⭐️⭐️ – Ótimo
🎥 Filme: Hush – A Morte Ouve (Hush)
🔴 Disponível em: Netflix
Direção: Mark Flanagan
2016 ‧ Terror/Suspense ‧ 1h 27m