
É uma cilada, Bino! “Às Cegas” começa cheio de suspense com um ritmo que intriga nas primeiras horas.
Na trama, Ellen (Madelaine Petsch), depois de ser cruelmente cega por um agressor não identificado, tornou-se uma pessoa fechada, morando e trabalhando em seu apartamento, nunca se aventura do lado de fora, esperando seu agressor dar o próximo passo.
Com sua premissa interessante, a história sobre a garota que perdeu a visão é abordada aqui de uma forma criativa.
Para se ter uma ideia, em uma cena em específica vemos Ellen enxergando um pássaro verde e amarelo, mas após ela perguntar a cor para um homem e ouvir dele que ele é azul, a cor automaticamente muda e passamos enxergar de acordo com a nova imaginação dela.
Eu gosto muito desse recurso criativo onde o diretor te coloca na pele da personagem que logo me fez lembrar de outras experiências sensoriais como “O Som do Silêncio” e “Meu Pai” (ambos maravilhosos).
Mas “Às Cegas” parece esquecer a importância dessa escolha narrativa em alguns momentos, tornando mais um artifício usado somente quando convém para facilitar problemáticas do roteiro.
O ‘plot-twist’ do longa é tão interessante quanto sua premissa, mas é outro trunfo desperdiçados pelo thriller pela forma que é desenvolvido.
O elenco conta com nomes como Madelaine Petsch (“Riverdale”) e Alexander Koch (“Under The Dome”). Enquanto a atriz segura as pontas e se esforça para entregar uma atuação convincente, o mesmo não acontece com o ator que entrega uma atuação cheia de canastrice.
“Às Cegas” não conseguiu me entreter mesmo “desligando o cérebro”. Me senti enganado pelo ritmo inicial que soava muito mais interessante que seu frágil desfecho final sem nenhum impacto.
⭐️ – Ruim
🎥 Filme: Às Cegas (Sighless)
🟣 Disponível em: HBO Max
Direção: Cooper Karl
2020 ‧ Drama/Suspense ‧ 1h 29m
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