
Antes de mais nada, eu sou um admirador nato dos trabalhos do diretor Dennis Villenueve; “Sicário”, “A Chegada”, “Blade Runner 2049” e “Os Suspeitos” são alguns dos filmes que eu indico de olhos fechados.
Inspirado nos livros de Frank Herbert, “Duna” se passa em um futuro distante. O Duque Leto Atreides administra o planeta Arrakis (ou Duna), lugar de única fonte da uma rara substância usada para estender a vida humana. Para isso ele manda seu filho, Paul Atreides (Timothée Chalamet), um jovem brilhante que nasceu para ter um grande destino, seus servos a Lady Jessica (Rebecca Fergunson), que também é uma Bene Gesserit. Eles vão para Duna, afim de garantir o futuro de sua família e seu povo. Porém, uma traição pela posse substância faz com que Paul e Jessica fujam para os Fremen, nativos do planeta que vivem no deserto.
A construção desse mundo criada na adaptação de Villenueve é admirável, você se sente dentro daquele universo.
O diretor sabe como ninguém criar mundos diferentes e com aquele sentido de urgência, seja em “A Chegada” ou “Blade Runner 2049”.
Mas o que falta justamente em seu novo longa é aquele ameaça necessária. E se tratando de um planeta como “Duna”, esse sentimento era essencial.
O perigo eminente é sentido em pouquíssimos momentos, como na sequência do “verme” gigante se aproximando dos protagonistas.
A história que já se inicia como “parte um” termina claro sem uma conclusão. Mas até para uma possível saga de filmes, um enredo deveria funcionar dentro do seu tempo e “Duna” parece ter vindo sem um propósito.
Com um elenco estelar, os atores em pouco tempo de tela acabam ficando limitados para entregar mais do que poderiam.
Apesar da sua magnificência visual, “Duna” falha ao não conseguir criar grandes emoções, mas tem potencial para corrigir seus erros em uma sequência.
⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: Dune (Duna)
🟣 Disponível em: HBO Max
Direção: Dennis Villenueve
2021 ‧ Ficção científica/Aventura ‧ 2h 35m