Em “Cry Macho”, Clint Eastwood ressignifica faroeste e o conceito de homem viril

Em “Cry Macho”, Clint Eastwood ressignifica o conceito de homem viril como ele costumava demonstrar em seus outros trabalhos.

Inclusive esse revisionismo do diretor está acontecendo desde filmes como “Gran Torino”, “A Mula” e agora a sua nova fase fica ainda mais perceptível.

Na trama, Mike Milo (Clint Eastwood), um ex-astro de rodeio e criador de cavalos, aceita uma proposta de trabalho de um ex-chefe para trazer Rafa (Eduardo Minett), o jovem filho desse homem, de volta do México para casa. A dupla improvável enfrenta uma jornada desafiadora, durante a qual o cavaleiro cansado do mundo pode encontrar seu próprio senso de redenção ensinando ao menino o que significa ser um homem de verdade.

A dinâmica estabelecida entre o personagem de Clint Eastwood e Eduardo Minett tem elementos claros de “Gran Torino”, onde vemos mais uma vez o diretor interpretando um homem carrancudo e lidando com um personagem jovem audacioso.

Diferente de “Gran Torino”, o novo filme do diretor aposta muito mais em momentos simples e de aliviou cômico, que inclui um galo que leva o nome de “Macho”.

O longa sempre oscila esses momentos cômicos entre mensagens mais profundas sobre a vida.

A personagem interpretada por Natalia Traven também permite que Clint Eastwood mostre com uma sutileza admirável o real valor das conexões que um homem deveria ter com uma mulher.

“Cry Macho” está longe de ser mais um dos melhores filmes da carreira de Clint Eastwood, mas é leve, despretensioso e eficiente ao mesmo tempo e vem para ressaltar o talento do diretor aos 91 anos de idade.

⭐️⭐️⭐️ – Bom

🎥 Filme: Cry Macho – O Caminho Para a Redenção (Cry Macho)
🟣 Disponível em: HBO Max

Direção: Clint Eastwood

2021 ‧ Faroeste/Drama ‧ 1h 44m

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