
“Corrente do Mal” é um longa extremamente ambicioso por sair da zona de conforto dos filmes do gênero terror.
Outro ponto positivo é a sua direção, que faz uma clara homenagem ao original “Halloween” de John Carpenter. Mas nem sempre boas ideias funcionam de um modo geral.
Na trama, a jovem Jay (Maika Monroe) após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém.
Embora a premissa seja interessante, especialmente porque podemos fazer uma metáfora clara com as DSTs, o terror nunca emplaca, e não estou falando de sustos, fantasmas assustadores não.
Eu consegui entender a boa aceitação da crítica e a rejeição por parte do público. Em termos técnicos “It Follows” (título original) dirigido por David Robert Mitchell alcança êxitos por optar por ângulos que criam uma atmosfera eficiente e até por nos levar de volta a nostalgia dos clássicos de terror dos anos 80.
A trilha sonora também parece clássica e se encaixa perfeitamente na estética proposta pelo diretor. Mas como eu sempre digo; não adianta você ter um filme visualmente atrativo, mas que não te prende pelo enredo.
Como se trata de uma trama onde a personagem principal não poderia transar com outras pessoas, se não passaria essa maldição para o próximo, era essencial que fosse trabalhado uma tensão sexual crescente. Mas em vez disso, o terror opta pelos caminhos mais bobos e fáceis.
“Corrente do Mal” se perde na sua ambição e em muitos momentos soa mais pretensioso do que de fato uma obra-prima como muitos dizem.
⭐️⭐️ – Regular
🎥 Filme: A Corrente do Mal (It Follows)
🔴 Disponível em: Netflix
Direção: David Robert Mitchell
2014 ‧ Terror ‧ 1h 40m
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