“O Farol” é sobre mitos, lendas e o psicológico de de dois homens à beira da loucura

“O Farol” não é um terror convencional onde você pode esperar por eventos sobrenaturais, sustos ou assassinos em série.

Se você não gostou de “A Bruxa”, outro filme do diretor Robert Eggers, possivelmente você não irá gostar de “O Farol”.

Na trama, ambientado no início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), é responsável pelo farol de uma ilha isolada, ele contrata o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço privado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor.

A premissa de “O Farol” é interessantíssima, e mesmo sem o filme dar respostas para todas as perguntas que permeiam durante a trama se torna interessantíssimo de acompanhar, especialmente pelo seu clima assustador e cheio de mistério.

Todo o realismo da ambientação e do tempo ruim é notável. Inclusive o diretor filmou tudo em localizações reais, sem uso de estúdio ou computação gráfica.

O diretor fez escolhas arriscadas como o escolha do preto e branco e o aspecto 1.19:1, aquele em que a tela fica quadrada. Ele revelou em entrevistas que essa escolha foi feita para que pudesse dar uma dimensão maior ao Farol e para transmitir a sensação de claustrofobia em ambientes fechados podendo focar bastante nos rostos dos protagonistas.

Assim como a direção eficiente, a trilha sonora de Mark Korven e a fotografia de Jarin Blaschke (“A Bruxa”) também tornam essa experiência ainda mais sensorial.

“O Farol” é sobre mitos, lendas e o psicológico de de dois homens à beira da loucura.

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ – Excelente

🎥 Filme: O Farol (The Ligthouse)
🔵 Disponível em: Prime Video e Telecine

Direção: Robert Eggers

2019 ‧ Terror/Drama ‧ 1h 49m

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