
“Vidas à Deriva” é um romance dramático que conta uma comovente e chocante história real de sobrevivência. Na trama, os noivos apaixonados Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Claflin) velejam em mar aberto quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro debilitado.
Só pela premissa, nem preciso dizer que você deve preparar os lencinhos né?
A trama desse longa se passa em dois tempos, um enquanto o casal apaixonado se conhece e o outro após a tempestade que mudou drasticamente às suas vidas. Os apaixonados interpretados por Shailene Woody e Sam Claflin tem uma química extranatural em cena.
Se não fosse pelo seu ritmo, provavelmente a crescente de tensão seria muito mais eficiente. Assim como o sentido de urgência que deixa a desejar pela escolha dessa narrativa não linear.
O diretor Baltasar Kormákur já havia mostrado em seu “Evereste” (também baseado em fatos reais), que ele não é muito bom em desenvolver um ritmo.
O uso de chroma-key e efeitos visuais nas cenas do barco são muito perceptíveis e deixa a desejar na naturalidade, falta ventos mais forte, água respingando nos personagens. E não estou dizendo que as cenas deveriam ter sido feitas de forma prática para tornar verossímil, mas um cuidado maior não teria feito mal algum.
Mas entre erros e acertos, o romance te ganha fácil pelo carisma de seu elenco, pela história real comovente e por surpreender no último ato.
Até mesmo o que parecia ser uma escolha de narrativa que comprometia a experiência da trama, ganha sentido e pega no seu ponto fraco.
“Vidas à Deriva” consegue tirar boas lágrimas e o que poderia ser apenas mais um romance água com açúcar se torna necessário para quem busca se emocionar com uma tocante história real.
⭐️⭐️⭐️⭐️ – Ótimo
🎥 Filme: Vidas à Derivas (Adrift)
🟣 Disponível em: HBO Max
Direção: Baltasar Kormákur
2018 ‧ Romance/Aventura ‧ 1h 36m
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