
“A Casa Sombria” é um terror psicológico dirigido por David Bruckner, sua direção conduz muito bem todo o clima de mistério que permeia por quase todo o longa.
Na trama, Beth (Rebecca Hall) luta por conta da morte inesperada de seu marido, e vive sozinha em sua casa à beira do lago. Ela tenta o melhor que pode para se manter bem, mas possui dificuldades por conta de seus sonhos. Visões perturbadoras de uma presença na casa a chamam, acenando com um fascínio fantasmagórico. Indo contra o conselho de seus amigos, ela começa a vasculhar os pertences do falecido, ansiando por respostas. O que ela descobre são segredos terríveis e um mistério que está determinada a resolver.
O suspense gira em torno dos anseios da protagonista, e a atuação de Rebecca Hall é essencial durante mais de uma hora do longa.
A estranheza estabelecida pela ausência de respostas também é um fator predominante, que faz com que o enredo seja ainda mais instigante.
Porém quando o filme começa juntar as pontas soltas, suas resoluções soam abruptas.
O desenvolvimento no final das contas não é bem executado, por isso seu desfecho é o ponto fraco do longa. É uma pena, já que a direção, uso de enquadramentos, e a fotografia de Elisha Christian — com o uso de luzes vermelhas, especialmente contrastando com a lua — são extremamente eficientes.
Inclusive esse é um ótimo exemplo de quando a estética visual conduz o roteiro de maneira alinhada, sem que se sobressaia e se torne apenas um espetáculo visual gratuito.
“A Casa Sombria” é sobre luto e a busca pela verdade, mas o que o roteiro de Ben Collins e Luke Piotrowski aposta tanto em enigmas, que quando tenta resolver tudo, soa apressado e sem consistência. Ainda assim, se o final agradar, certamente a sua experiência será gratificante, já que os acertos são notáveis.
⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: A Casa Sombria (The Night House)
⚫️ Disponível em: Telecine
Direção: David Bruckner
2020 ‧ Terror/Suspense ‧ 1h 48m
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