
“Coringa” é um dos meus filmes preferidos do universo dos quadrinhos. Nesse longa, o diretor Todd Philips (de “Se Beber Não Case”), faz um estudo de personagem extraordinário.
Na trama, Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido ao seu problema mental raro. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante.
O protagonista transita entre um homem desolado pela vida, e uma pessoa que encontra uma motivação. Essa modificação é nítida, mas acontece de forma indescritível, o roteiro e a direção conduz muito bem essa transformação do personagem.
Joaquin Phoenix consegue executar um trabalho tão marcante quanto o de Heath Ledger, tanto que ambos receberam um Oscar pelos papéis de Coringa.
No elenco todos estão bem em seus papéis, eu adoro a Frances Conroy (“Six Feet Under e “American Horror Story”), mas o Robert De Niro (“O Irlandês”) se destaca, mesmo com pouco tempo de tela.
O filme tem tributos aos clássicos “Taxi Driver” e “O Rei da Comédia”, além de inspirações em filmes como “Um Dia de Cão”.
A trilha sonora espetacular de Hildur Gudnadottir casa perfeitamente com a fotografia de Lawrence Sher. Enquanto as músicas trazem aquela melancolia e clima pesado, o olhar fotográfico retrata uma Nova York suja e desesperançosa dos anos 70.
“Coringa” é um drama intenso e brilhante sobre loucura, sociedade desigual, privilégios e doença mental.
⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ – Excelente
🎥 Filme: Coringa (Joker)
⚫️ Disponível em: Telecine e Net Now
Direção: Todd Philips
2019 ‧ Crime/Drama ‧ 2h 2m
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