Prisioneiros” explora o tráfico humano fazendo uma analogia à escravidão e mostra a complexidade dessa situação cruel

“7 Prisioneiros” explora o tráfico humano fazendo uma analogia à escravidão e mostra a complexidade dessa situação cruel ao expor o pior lado do ser humano.

Na trama, Mateus (Christian Malheiros), um rapaz humilde de uma cidade pequena, e outros jovens aceitam trabalhar em um ferro velho em São Paulo em busca de uma vida melhor. Porém, todos logo percebem que foram enganados e caíram em uma rede de trabalho escravo. Olhando para esse cenário, Mateus decide se unir ao seu captor Luca (Rodrigo Santoro) e se tornar seu braço direito, mesmo sofrendo com grandes conflitos morais.

A história é difícil de acompanhar e causa um sentimento de indignação desde seu primeiro ato até a sequência final.

Por essa razão, a direção de Alexandre Moratto (“Sócrates”) é segura e competente ao criar um clima de insegurança e tensão constante.

Já as atuações são boas, mas nunca tem seus momentos de grandeza, nem mesmo Rodrigo Santoro tem alguma cena de destaque. Isso não é demérito do filme, mas claro que se houvessem cenas marcantes o longa poderia ser ainda melhor.

Baseado em todo clima de intriga que é construído durante o filme, você espera sempre por aquele momento explosivo que nunca acontece.

Inclusive o final do longa pode desagradar à muitos, mas o segundo o diretor a sua escolha foi certeira e inspirada em filmes como “Cidade de Deus”. Eu particularmente não me incomodo com essa decisão do roteiro.

O desfecho final pode ser o ponto alto do filme, já que abre uma oportunidade para maiores discussões sobre o tema.

“7 Prisioneiros” no final das contas consegue ser muito mais que um filme sobre tráfico humano, e ainda discute questões morais mas deixa aquela sensação de que poderia ter explorado muito mais.

⭐️⭐️⭐️ – Muito bom

🎥 Filme: 7 Prisioneiros
🔴 Disponível em: Netflix

Direção: Alexandre Moratto

2021 ‧ Drama ‧ 1h 33m

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