
“Batman” de 1989 foi responsável por trazer uma versão sombria do herói para o universo cinematográfico. Nos anos 60, o Homem-Morcego foi marcado por uma visão cômica.
Na trama, o milionário Bruce Wayne (Michael Keaton), resolve combater o crime como Batman. Mas chega o dia em que o vilão Coringa (Jack Nicholson) decide dominar a cidade e se torna um grande desafio para o vigilante noturno.
No elenco, o destaque fica para o Coringa interpretado por Jack Nicholson, que garante uma das melhores atuações da carreira do ator.
A escolha de Michael Keaton para o papel foi duramente criticada não só por público — antes mesmo dele encarnar o personagem — como por boa parte da produção. Isso fica evidente quando podemos notar que ele tem menos tempo de tela.
Mas o maior problema da escalação de elenco, fica com a atriz Kim Basinger (Vicki Vale) que é usada de forma esquemática — por conveniência para encobrir falhas de roteiro.
E por falar em erros de roteiro, não é apenas a personagem de Vicki Vale que sofre desse mal, a tentativa de ligar a história do Coringa com a de Bruce Wayne — através da morte dos pais do herói — foi outra decisão problemática para encobrir os problemas do enredo.
Toda a ambientação criada para Gotham é admirável, mostrando um lado obscuro da cidade com uma estética gótica.
A trilha sonora de Danny Elfman é um daqueles trabalhos marcantes e icônicos até hoje.
O maior problema dessa adaptação de Tim Burton está no roteiro de Sam Hamm e Warren Skaarem, que pode ser facilmente defendido por aqueles que acreditam que um filme com teor “cartunesco” deva ignorar coerências narrativas e apenas divertir de forma imprudente. O que eu discordo, já que a sequência consegue ser superior nesse e em outros aspectos.
“Batman” garante um bom entretenimento, mas desperdiça seu potencial ao não explorar a origem do herói e forçar uma motivação do vilão através de um flashback.
⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: Batman
🟣 Disponível em: HBO Max
Direção: Tim Burton
1989 ‧ Aventura ‧ 2h 6m
Deixe um comentário