
“King Richards – Criando Campeãs” é uma biografia que tem seus acertos, seja pela direção precisa de Reinaldo Marcus Green, a fotografia de Robert Elswit (“Sangue Negro” e “O Abutre”), ou até mesmo pelo destaque da atriz Saniyya Sidney — que brilha e ofusca grande parte do elenco.
Porém, o longa tem algumas ressalvas, primeiramente ele peca ao explorar muito mais o lado egocêntrico e arrogante de Richard Williams (Will Smith), do que de fato a história inspiradora de suas filhas tênistas Serena Williams (Demi Singleton) e Venus Williams (Saniyya Sidney).
Destinado a torna-las futuras campeãs de tênis, Richard usa métodos próprios e nada convencionais, seguindo sua visão clara que construiu para as duas. Determinado, ele vai fazer de tudo para fazer com que elas saiam das ruas de Compton para as quadras do mundo todo.
Todo o egoísmo de Richard é exposto em uma cena potente de diálogo com sua mulher Brandi — que rende a melhor cena da atriz Aunjanue Ellis — nesse momento fica claro o potencial desperdiçado de uma história que poderia ser muito mais inspiradora.
Os problemas dessa biografia, ficam ainda mais evidentes quando a sequência final com os momentos reais ao som de Beyonce são muito mais emocionante que diversas cenas que o longa busca causar certa comoção.
O longa deixa de lado até mesmo uma das tenistas — a Venus, que às vezes é usada apenas por conveniência narrativa — e com isso o drama perde tudo que poderia potencializar essa história.
Entendam, o filme não é um grande desastre, mas é notável que ao tentar criar um herói e simplificar uma história real de duas grandes tenistas do mundo — apenas a liderança de um pai — torna o roteiro frágil e resume essa obra como se fosse pequenos recortes sem um foco principal.
⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: King Richard – Criando Campeãs (King Richards)
🟣 Disponível em: HBO Max
Direção: Reinaldo Marcus Green
2021 ‧ Drama ‧ 2h 24m
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