
Existem três tipos de filmes que me cativam, as obras-primas, os ótimos e os despretensiosos, que garantem um bom entretenimento para desligar o cérebro.
“Voo Noturno” se enquadra nesse terceiro tipo de longa, que me pega pela mão e me convence aceitar uma jornada cheia de absurdos e clichês.
Para que isso aconteça não só comigo, um roteiro precisa estar nas mãos de um diretor competente, que faz um trabalho com tanto entusiasmo que você acaba relevando os exageros — ou rindo deles —, sem comprometer a sua experiência.
Na trama, Lisa Reisert (Rachel McAdams) é uma gerente de hotel que detesta voar, mas precisa realizar uma viagem quando sua avó morre. No retorno para casa, ela conhece o charmoso Jackson Rippner (Cillian Murphy) no embarque, e fica feliz quando descobre que ele vai sentar ao seu lado no avião. Tudo se transforma em um pesadelo quando, após a decolagem, Jackson diz a Lisa que precisa de sua ajuda para matar um político que se hospedará no hotel em que ela trabalha, ou então ele manda assassinarem o pai dela com uma simples ligação.
A direção de Wes Craven é frenética e faz com que uma hora e meia de filme termine num piscar de olhos.
Você fica tão conectado nesse suspense que reserva diversos desdobramentos, que você mal tem tempo para se incomodar com as situações inverossímeis.
O elenco também é um prato cheio, Rachel McAdams (a eterna Regina George) convence como a mocinha durona.
Assim como o ator Cillian Murphy (o gângster de “Peaky Blinders”). Observem a sequência final, esse teria sido um ator perfeito como o Ghostface em um dos filmes da franquia “Pânico”.
As semelhanças com “Scream” (título original) também está presente na trilha sonora que foi composta Marco Beltrami.
“Voo Noturno” é um thriller semelhante ao filme “Por Um Fio”, e te prende da mesma forma numa trama envolvente do inicio ao fim.
⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: Voo Noturno (Red Eye)
🔴 Disponível em: Netflix
Direção: Wes Craven
2005 ‧ Suspense ‧ 1h 26m
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