“Fresh” é um filme de terror original, imperdível e insano que desperta diversas sensações

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Que surpresa agradável foi encontrar “Fresh”, filme de terror lançado no streaming Star+ no Brasil. Originalmente o filme foi exibido em Janeiro no Festival de Sundance e teve seu lançamento nos Estados Unidos através da Hulu.

O longa foi divulgado como uma comédia de terror, mas para a minha surpresa e alegria, o filme estrelado por Daisy Edgar-Jones (“The Normal People”) e Sebastian Stan (“Pam & Tommy”), é muito mais terror que comédia.

Embora tenha pitadas de romance e humor, no segundo ato as bizarrices surgem e o filme toma rumos inesperados e que despertarão diversas sensações que vão desde indignação à sentimentos como aflição. É como se você acompanhasse um curta metragem de 30 minutos sobre ”dates”, e logo após uma reviravolta mergulhasse em um terror inesperado com momentos de deixar a sua mente girando e o seu estômago embrulhado. Mas tudo isso eu diria que acontece em um bom sentido dentro desse filme, já que a cinematografia é linda, o elenco afiado funciona e a trilha sonora contagia. Eu comentarei mais sobre todos os acertos durante o texto.

Na trama, uma mulher chamada Noa (Daisy Edgar-Jones) fica frustrada ao usar aplicativos de namoro e sempre acabar em encontros chatos e tediosos. Um dia no mercado, ela conhece um homem charmoso chamado Steve (Sebastian Stan). Durante o encontro em um bar local, brincadeiras atrevidas dão lugar a uma conexão carregada de química, e Noa acredita finalmente que ela possa realmente ter encontrado uma conexão real. Ela aceita o convite de Steve para um fim de semana juntos, e acaba descobrindo que seu novo pretendente esconde alguns apetites incomuns.

Tudo o que eu precisei saber para que o filme despertasse meu interesse e a vontade de assisti-lo foi a sua sinopse, especialmente na parte final que deixa claro que o personagem de Sebastian Stan esconde algum segredo obscuro.

Então a minha recomendação é que você não procure nada sobre o filme que te diga mais do que isso, evite até mesmo assistir aos trailers. Sério, ainda que a história seja muito boa e muito bem conduzida, sua experiência será ainda mais recompensadora se você tiver a surpresa que é revelada logo após os 30 minutos iniciais do longa.

O que desenrola a partir desse plot-twist é algo inimaginável! Tudo bem, você pode até imaginar do que se trata caso tenha visto um dos pôsteres de divulgação do filme, mas ainda assim existem algumas decisões criativas muito originais, que não estão presentes nem mesmo em suas inspirações diretas de outros filmes e séries famosas – que eu evitarei mencionar para não estragar a sua experiência.

É importante lembrar que a construção narrativa colabora demais para que você esteja totalmente dentro da história após os primeiros 30 minutos – quando finalmente aparecem os créditos iniciais. Isso porque ao apresentar os principais personagens, tudo o que vier depois disso será bastante importante para que você sinta o peso das consequências, sejam pelas decisões que eles tomam, desde aceitar um simples convite para um fim de semana ou até mesmo o impacto e o choque de acompanhar uma descoberta que rompe com tudo o que você havia visto sobre esses personagens.

O elenco principal entrega atuações fantásticas e bastante convincentes, além do casal protagonista ter uma química absurda. Inclusive os atores revelaram em uma entrevista que a diretora os deixaram bastante confortáveis em cena, permitindo sempre improvisos, e eu acredito que isso fica claro nas cenas dos dois.

A atriz Daisy Edgar-Jones passa uma doçura e um cinismo necessário quando precisa. Já o ator Sebastian Stan eu não posso dizer muito porque qualquer coisa seria spoiler, mas ele está em um dos melhores papéis de toda a sua carreira. Tem uma cena em que ele dança em sua casa ao som de Obsession – Animotion, que já se tornou uma das cenas mais icônicas do cinema para mim.

Inclusive a trilha sonora é um dos pontos altos desse filme, as músicas oitentistas incluem canções de Peter Cetera e Duran Duran. A última trilha sonora tão inspirada que usou músicas dos anos 80 em um filme de terror foi em ”Psicopata Americano”.

A cinematografia desse longa é admirável, desde a direção da estreante Mimi Cave (guardem esse nome), como a fotografia de Pawel Pogorzelski que já realizou trabalhos incríveis dentro do gênero em filmes como “Hereditário” e ”Midsommar”.

“Fresh” é um terror moderno que flerta com gêneros distintos como comédia romântica e terror, só que diferente da maioria esse filme funciona de forma exemplar, isso porque é muito inteligente ao saber o momento certo de transitar entre os gêneros.

Confira o trailer:

⭐️⭐️⭐️⭐️ – Ótimo
🎥 Filme: Fresh
🟣 Disponível em: Star Plus
Direção: Mimi Cave
2022 ‧ Terror ‧ 1h 54m

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