
A primeira temporada de “True Detective” é espetacular e merece sua atenção porque não só entrou para um roll das melhores séries de todos os tempos como “The Sopranos”, “Twin Peaks”, “The Wire”, “Breaking Bad“, dentre tantas outras, como também alcançou 99% de aprovação de público no site Rotten Tomatoes. Inclusive, eu nunca costumo usar sites que medem a avaliação de público e crítica para endossar alguma dica que eu dou, mas 99% é um número bem expressivo que eu não posso ignorar.
Criada e roteirizada por Nic Pizzolatto (“O Culpado”), com todos os 8 episódios da primeira temporada dirigidos por Cary Fukunaga (“007 – Sem Tempo Para Morrer“), a série não só faz jus ao sucesso de público e crítica, como também me encantou desde sua primeira exibição na HBO, muito antes das recepções muito positivas da série.
Na trama, durante dezessete anos, as vidas de dois detetives, Rust Cohle (Mattthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson), se entrelaçam para dar conta da caçada a um serial killer no estado de Louisiana.
Rust e Cohle são homens que tem suas vidas pessoais malsucedidas, e como consequência desse fracasso ambos se empenham ao máximo como detetives para ter sucesso nessa investigação que envolve um crime tenebroso – aparentemente organizado por uma elite de homens ricos.
Uma série sobre dois detetives que não se dão bem não é novidade em um drama ou suspense criminal, mas como a direção e o roteiro desenvolve essa dinâmica é feito com uma maestria alcançada pouquíssimas vezes, o que diferencia de outras séries de detetive.
O pessimismo é um dos pilares da temporada, refletido especialmente no detetive niilista interpretado por Mattthew McConaughey.
Segundo o site Deadline, o showrunner da série disse: “Os pensamentos filosóficos expressados por Rust Cohle são os princípios filosóficos de uma filosofia pessimista, antinatalista com uma tradição histórica que inclui Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche, E.M. Cioran e vários outros filósofos, que também expressavam estas ideias.”. Então você pode esperar por muitas frases e diálogos longos e filosóficos.
Mas ainda que o protagonista seja pessimista, em alguns momentos você sabe que existe uma esperança nele, isso fica claro em um diálogo no episódio final, essa dualidade enriquece ainda mais a trama, já que nem tudo é claro, você poderá sempre ser surpreendido por esses personagens ambíguos.
A atmosfera criada para essa série é um dos pontos altos, você sente a podridão de Louisiana que reflete na desesperança dos personagens.
Mas não espere apenas por longos diálogos e dramas pessoais, o episódio quatro intitulado “Who Goes There” tem um longo plano sequência (tudo filmado sem cortes) com o personagem de Matthew McConaughey infiltrado em uma gangue de motoqueiros, que proporciona os seis minutos mais eletrizantes da história da televisão.
A primeira temporada “True Detective” é um drama criminal que além de ter um crime investigativo, explora muitas camadas de seus personagens, e diversos temas como a fé, regilião e até mesmo a psicosfera que é citado logo no primeiro episódio por Rush Cohle (Mattthew McConaughey), se você pesquisar um pouco sobre o significado e ficar atento aos detalhes terá uma experiência ainda mais rica. A qualidade da temporada é indiscutível e tem nível de cinema.
Confira o trailer:
⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ – Excelente
🎥 Série: True Detectiver (Temporada 1)
🟣 Disponível em: HBO Max
Criada por: Nic Pizzolatto
2014 ‧ Drama
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