“Brightburn: Filho das Trevas” desperdiça potencial em um terror esquecível

A premissa de ”Brightburn: Filho das Trevas” é muito interessante, especialmente para os fãs de Superman. Eu que acompanho tudo sobre o Homem de Aço desde criança, me recordo que alguns dos melhores episódios da série ”Smallville” eram os que o Clark usava a kryptonita vermelha e despertava seu lado sombrio. Quando foi anunciado que um filme de terror, contaria a origem de um garoto com uma história de origem muito semelhante ao filho de Krypton, era evidente que nas mãos certas teria um resultado incrível. Mas infelizmente não foi o que aconteceu na prática com o roteiro de Brian Gunn e Matt Gunn, irmãos do cineasta James Gunn (“O Esquadrão Suicida”), que foi o produtor executivo de ”Brightburn: Filho das Trevas”.

Na trama, quando uma criança alienígena cai no terreno da parte rural do casal Tori (Elizabeth Banks) e Kyle (David Denman), eles decidem criar o menino Brandon Breyer (Jackson A. Dunn) como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.

O primeiro ato soa promissor, ainda que a baixa qualidade do filme seja perceptível. Eu particularmente tinha a esperança de que o roteiro fosse bem desenvolvido, e que esses pequenos problemas fossem ofuscados pela história que tinha tudo para render ao menos um bom entretenimento.

Infelizmente não demora muito até que os problemas se tornem muito mais visíveis que os acertos, desde a falta de inspiração da direção, das atuações fraquíssimas (exceto a do ator-mirim que convence) ou até mesmo da edição que usa cortes bruscos que tornam tudo aleatório. Alguns momentos são encaixados de maneira tão desconjuntada que você nem tem tempo de se importar com as situações.

Todo o caos provocado pelo garoto deveria ter um senso de urgência e perigo, mas tão são superficiais que não geram nenhum impacto e muito menos nenhuma emoção.

O último ato é apressado e entrega um desfecho previsível que só reforça o quanto o filme desperdiçou seu potencial se levando a sério demais. É por essas e outras que eu me divirto muito mais com um terror slasher despretensioso que um filme como esse.

Ainda assim, “Brightburn: Filho das Trevas”, entre tantos tropeços uma hora ou outra acerta em alguma coisa e pode agradar os menos exigentes que buscam apenas passar o tempo com um filme menos inspirado.

Confira o trailer:

⭐️⭐️ – Regular
🎥 Filme: Brightburn: Filho das Trevas (Brightburn)
🔴 Disponível em: Netflix
🎬 Direção: David Yarovesky
2019 ‧ Terror/Thriller ‧ 1h 30m

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