
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” prometeu muito e entregou pouco – exceto nos quesitos técnicos que são impressionantes! O filme vende o “multiverso” e no final das contas isso é o que menos tem, provavelmente a nova comédia sci-fi “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” que estreia em breve terá muito mais sobre multiverso que o mais novo filme do Doutor Estranho (ou devemos dizer da Wanda?).
Na trama, após derrotar Dormammu e enfrentar Thanos nos eventos de “Vingadores: Ultimato”, o Mago Supremo, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), e seu parceiro Wong (Benedict Wong), continuam suas pesquisas sobre a Joia do Tempo. Mas um velho amigo que virou inimigo coloca um ponto final nos seus planos e faz com que Strange desencadeie um mal indescritível, o obrigando a enfrentar uma nova e poderosa ameaça.
Primeiramente vocês devem ter em mente que é essencial ter assistido a série “WandaVision” e ”Loki” da Disney +, além do filme ”Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”. Eu ainda acho que um dia a Marvel entrará em colapso por fazer todos os seus filmes dependendo de outras obras para que a sua compreensão seja alcançada. Por sorte eu assisti tudo e minha experiência não ficou melhor por isso, inclusive acho a série da Disney infinitamente melhor que esse segundo filme do Doutor Estranho.
O que me afastou dessa história foi o fato de que nada parece ter consequências reais de fato, a maioria dos envolvidos no conflito (superficial por sinal) são seres superpoderosos ou feiticeiros e você sabe que na teoria as consequências existem, mas na prática se der na telha dos idealizadores do Marvel Studios tudo volta da estaca zero porque afinal nesse universo tudo é permitido.
Apesar dos erros, a direção de Sam Raimi consegue se destacar quando a Marvel permite que ele mostre sua identidade nas cenas que dependem dos elementos de terror que ele tanto dominou no início de sua carreira com a trilogia ”The Evil Dead” (“Uma Noite Alucinante”), são nesses momentos que o filme sai da obviedade que se espera e nos surpreende entregando algo novo dentro do gênero de super-heróis no universo cinematográfico.
Os efeitos especiais e visuais são de primeira qualidade, por mais que saibamos que exista o uso de CGI por trás das cenas é impossível não admirar a capacidade de montagem de tornar tudo tão próximo da realidade.
Outro ponto positivo é a atuação de Elizabeth Olsen que convence no papel de boa mãe e faz uma transição perfeita para a obcecada feiticeira que tem como único objetivo destruir tudo o que ameaçar a relação dela com os seus filhos.
Já a atriz Xochitl Gomez não tem carisma e tão pouco química com o ator Benedict Cumberbatch, que nesta sequência estava tão apagado que o filme poderia facilmente se chamar ”Wanda no Multiverso da Loucura”.
O fan-service esteve presente como em ”Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”, mas nesse filme soou descaradamente gratuito, já que as aparições de alguns novos super-heróis serviu muito mais para mostrar o que vem nos próximos filmes do que de fato para agregar a história de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”.
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” parece mais um episódio longo de uma série infinita da Marvel do que um filme bem estruturado.
Confira o trailer:
⭐️ ⭐️ – Regular
🎥 Filme: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura
🟡 Nos Cinemas
Direção: Sam Raimi
2022 ‧ Aventura/Ação ‧ 2h 6m
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