“Seven – Os Sete Crimes Capitais” é a obra-prima de David Fincher

Escolher a obra-prima de David Fincher é uma tarefa difícil porque em sua filmografia o cineasta conseguiu imprimir originalidade em tantos títulos com a sua fórmula única de contar histórias, mas sempre que o diretor é citado logo vem em mente dois clássicos dele, “Clube da Luta” e “Seven – Os Sete Crimes Capitais”. Recentemente o diretor resgatou o gênero de suspense com primor ao adaptar “Garota Exemplar” (um dos meus preferidos de todos os tempos) de Gillian Flynn para os cinemas.

Em ”Seven: Os Sete Crimes Capitais”, dois policiais, o jovem e impetuoso David Mills (Brad Pitt) e o outro maduro e prestes a se aposentar, William Somerset (Morgan Freeman), são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um serial killer que mata as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.

A premissa é simples, mas a execução é impressionante porque além de sua atmosfera sombria, que explora a crueldade de um serial killer, também consegue transmitir todo um ambiente inóspito, que está sempre chuvoso, associado ao momento de desesperança de uma cidade devastada pelo crime.

O modus operandi do assassino sádico em questão, se baseia nos sete pecados capitais: gula; cobiça; preguiça; luxúria; vaidade; inveja e ira.

É impressionante como a história é bem amarrada, fazendo com que você fique o tempo inteiro conectado para conferir o chocante desfecho que ficou marcado na história do cinema.

No longa existem alguns elementos claros de filmes neo-noir, tanto que ele recentemente inspirou “The Batman” que também é considerado neo-noir. Mas eu vejo muito mais neo-noir em “The Batman” do que em “Seven – Os Sete Crimes Capitais”. No suspense de David Fincher, por exemplo, não temos a presença de uma femme fatale como em “The Batman”, mas tem o clima de uma cidade sem esperança, a iluminação com luzes vermelhas, dentre outras escolhas visuais que nos remetem ao sub-gênero ou estilo (como preferirem).

O filme não poupa em mostrar a deterioração humana através das cenas de crimes. No ato final existe um momento que consegue chocar ainda mais sem precisar ser explicito, isso é um recurso usado pelos grandes diretores desde os clássicos, como nos ataques de tubarão em “Jaws” (título original) de Steven Spielberg ou até mesmo na emblemática cena do pesadelo de Rosemary em “O Bebe de Rosemary”. Isso porque, o que a nossa mente reproduz pode ser muito mais assustador.

Inclusive essa sequência final não é só marcante pelo teor do que acontece, como também pela presença perturbadora de Kevin Spacey que quando surge em cena eleva o nível do thriller ao máximo.

Falando no elenco, revisitando o filme eu achei o desempenho de Morgan Freeman seguro, ele conduz toda a investigação e as cenas do crime de forma eficiente, mas Brad Pitt parece atingir o ápice de sua atuação apenas na sequência final. Mas nada que prejudique todo o brilhantismo do filme. Já a atriz Gwyneth Paltrow aparece pouco e tem um papel que teria sido bem aproveitado por qualquer outra atriz.

A trilha sonora de Howard Shore carrega todo suspense e o clima de tensão até o último ato

“Seven: Os Sete Crimes Capitais” é uma aula de suspense e não atoa até hoje inspira diversos filmes e séries do gênero.

Confira o trailer:

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ – Excelente
🎥 Filme: Seven (Seven – Os Sete Crimes Capitais)
🟣 Disponível em: HBO Max
Direção: David Fincher
1995 ‧ Crime/Mistério ‧ 2h 7m

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