“Fire Island: Orgulho e Preconceito” da um grande passo nos filmes LGBTQIA+

Não é atoa que a série original Netflix, “Heartstopper” chamou a atenção da comunidade LGBTQIA+, afinal pela primeira vez uma série voltada para o público jovem abordou a homossexualidade sem tocar em assuntos como HIV, drogas e promiscuidade. Existem pouquíssimas obras ainda que fujam desses estereótipos gays, mas a cada lançamento que mostre um pouco do outro lado desse universo é sempre reconfortante.

“Fire Island: Orgulho e Preconceito” releitura moderna e cômica do clássico “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen, não é um filme romântico que deixa de lado a previsibilidade dessas abordagens antigas do gênero, mas da um grande passo em mostrar os dois lados. Existe a promiscuidade no mundo gay, assim como no mundo heterossexual, mas também existe a paixão, o amor e aqueles que procuram isso, e esse é o ponto positivo desse novo longa LGBTQIA+.

Ambientado em um destino de férias gay em Fire Island, Nova York, Joel Kim Booster e Jane Bennet (Bowen Yang), são melhores amigos e decidem embarcar em uma aventura de verão com a ajuda de um vinho rosé barato e seu eclético grupo de amigos.

A comédia é repleta de clichês, alguns funcionam muito bem e outros nem tanto, mas em nenhum momento essa previsibilidade se torna maçante porque a direção conduz tudo de forma genuína.

Tem aquele personagem (Joel Kim Booster) que só fala sobre sexo e acredita que esse é o melhor a se fazer em Fire Island, tem o romântico (Bowen Yang) que busca apenas conhecer pessoas e conversar, o amigo espalhafatoso (Tomás Matos)y, a amiga acolhedora (interpretada por Margaret Cho, que garante bons alívios cômicos), o homem maduro (Conrad Ricamora) introspectivo que procura ficar na dele, e até um símbolo sexual (Zane Phillips) nada confiável que esconde segredos do passado.

O elenco está confortável em cena e isso fica nítido. Ainda que alguns atores não tenham química contracenando, é preciso ressaltar mais uma vez que o diretor Andrew Ahn consegue maquiar muito bem essas falhas porque por mais que você se pegue em certos momentos sentindo certa vergonha alheia de algumas situações pífias, no momento seguinte você é surpreendido rindo com os personagens.

“Fire Island: Orgulho e Sedução” não tem a finalidade de um longa metragem, em certos momentos você percebe que o filme funcionaria muito bem como uma série de episódios de 30 minutos, então não espere nada grandioso. Mas se você procura uma diversão despretensiosa e inofensiva que fuja da maioria das diversas abordagens dramáticas com a temática LGBTQIA+, essa será uma boa opção para você que procura algo novo no gênero.

Confira o trailer:

⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: Fire Island: Orgulho e Sedução (Fire Island)
🟣 Disponível em: Star Plus
Direção: Andrew Ahn
2022 ‧ Comédia ‧ 1h 45m

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