
Primeiramente gostaria de agradecer a PlayArte pelo convite para assistir a estreia de “Até a Morte” (Till Death), filme estrelado por Megan Fox. Já vou deixar claro que é uma opção muito boa para quem curte filmes de suspense como “Sem Saída” (2022) ou “Jogo Perigoso”.
Na trama, Emma (Megan Fox) é uma mulher que está infeliz no casamento com seu marido frio e controlador, Mark (Eoin Macken), um advogado criminal. Depois de terminar seu caso com Tom (Aml Ameen), sócio da empresa do marido, Emma sai com Mark para comemorar o aniversário de casamento e a leva para uma casa isolada no lago que eles costumavam visitar no início de seu relacionamento. Na manhã seguinte, Emma acorda e se encontra algemada ao seu marido que a surpreende atirando na própria cabeça. Calma, isso não é um spoiler, já que está nos trailers e no próprio poster de divulgação. Forçada a arrastar o cadáver de Mark para todos os lugares, ela descobre que ele destruiu seu celular e removeu todos os objetos cortantes da casa e deixou uma mensagem para ela no carro deles. Ao ouvir a mensagem, seu falecido marido diz que ele sabia do caso extraconjugal que vivia.
Como se toda a premissa já não fosse suficiente para gerar um bom suspense, existem algumas decisões criativas de roteiro que colocam mais personagens em cena e tornam o que poderia ser apenas um filme de sobrevivência em uma jornada intensa de desespero.
A história que segue uma mulher ao lado de seu marido morto em situação de luta pela própria vida não é novidade, o filme “Jogo Perigoso” também seguia essa mesma premissa. A única diferença é que no filme de 2017 dirigido por Mark Flanagan (de “A Maldição da Residência Hill”), tinha um tom alucinante e muito mais angustiante. Como a protagonista interpretada por Megan Fox não aguentava mais o seu casamento e muito menos o seu marido obsessivo, existe um tom até cômico em certos momentos quando ela demonstra não ter nenhuma empatia pelo corpo do falecido.
O longa não traz nenhuma surpresa, é uma história que segue de maneira que você até pode prever o final, mas a forma com que a direção caminha é o diferencial. Existe uma vontade nítida do diretor Scott Dale em fazer dessa simples história um bom suspense. Ainda que algumas atuações sejam o ponto fraco na minha visão, a atriz Megan Fox que retorna para o cinema após 11 anos, segura bem as pontas.
Outro ponto positivo para o suspense, é que os personagens tem camadas, ainda que elas não sejam reveladas de maneira clara para todos, é fácil observar que existem traumas do passado que não foram superados e isso traz um peso maior para o desenrolar dessa história que poderia ser apenas banal, mas graças ao background do passado dos protagonistas eleva tudo a um outro nível.
“Até a Morte” acerta em vários aspectos, mas só não é melhor do que poderia devido alguns furos de roteiro e certa previsibilidade, mas é possível que essas falhas passam despercebidas por quem procura um bom suspense que prende sua atenção com a eficiente direção que consegue transmitir toda a tensão que gira em torno de Megan Fox.
Confira o trailer:
⭐️⭐️⭐️ – Muito bom
🎥 Filme: Até a Morte (Till Death)
🟡 Nos Cinemas
Direção: Scott Dale
2021 ‧ Thriller/Terror ‧ 1h 30m
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