“Jurassic World: Domínio” prova que essa franquia precisa ser extinta, e não os dinossauros

“Jurassic World: Domínio” é um desastre! O filme tenta ser de tudo um pouco. Tem momentos que se aproximam mais de um filme do James Bond, em outras situações flerta até mesmo com o estilo Indiana Jones, e como se não fosse suficiente ainda tem um pouco de Godzilla. É um apunhalado de reciclagens vazias em um ritmo frenético e desconjuntado.

Na trama, quatro anos após a destruição da Ilha Nublar, os dinossauros agora vivem e caçam ao lado de humanos em todo o mundo. Contudo, nem todos répteis consegue viver em harmonia com a espécie humana, trazendo problemas graves. Esse frágil equilíbrio remodelará o futuro e determinará, de uma vez por todas, se os seres humanos continuarão sendo os principais predadores em um planeta que agora compartilham com as criaturas mais temíveis da história em uma nova era.

Se a história fosse desenvolvida de forma tão interessante quanto aparenta ser pela premissa, definitivamente essa séria uma finalização épica, mas infelizmente esse último filme da franquia conseguiu me aborrecer profundamente.

É fácil entender porque “Star Wars: A Ascensão Skywalker” foi aquele acúmulo de ideias mal desenvolvidas, o roteiro foi assinado por Colin Trevorrow, que além de dirigir o terceiro filme dessa nova trilogia jurássica, foi um dos responsáveis pela história também.

Nem mesmo o retorno dos cientistas experientes em dinossauros interpretados por Laura Dern e Sam Neil, que retornam dos filmes antecessores, foi suficiente para dar brilho à esse vexaminoso longa.

Além do roteiro ser vazio, simplista e totalmente nonsense, há um excesso de personagens e subtramas que atrapalham demais na condução da história. Uma hora eles querem focar nos protagonistas da primeira trilogia, em outra no ator Chris Pratt, que eu senti até pena por vê-lo sendo apenas um mero coadjuvante nessa sequência. Como se não bastasse, em outro momento novos personagens servem apenas para soltar piadas fora de tom, e em tantos outros que nem daria para mencionar nesse breve texto.

A história dos gafanhotos é uma das decisões mais patéticas de toda essa franquia. Seria interessante um filme sobre isso? Seria, mas não nesse universo e muito menos em um filme que deveria ser uma finalização digna sobre dinossauros. Mais de 700 espécies de dinossauros foram descobertas. Nenhum roteirista em sã consciência desperdiçaria esse potencial para apostar em gafanhotos! Gafanhotos! Sério?

Os diálogos – os poucos que tem – parecem ter sido escritos por uma criança de 12 anos, é deprimente ver frases de efeitos jogadas em diversos momentos apenas para complementar ou encerrar cenas de maneira rasa.

Apesar de gostar da franquia, a sensação que ficou após esse triste desfecho é que na verdade esse universo jurássico nunca deveria ter se estendido tanto. Acho o primeiro ”Jurassic Park” de Steven Spielberg uma obra-prima, e gosto muito do primeiro da nova trilogia, nele há o mesmo encanto de descobrir a novidade do parque, as novas espécies dos dinossauros, e o carisma do Chris Pratt tendo o destaque que realmente merece. Mas todas as sequências dos primeiros filmes de ambas trilogias só reforçam que não haviam histórias suficientemente boas para serem contadas. “Jurassic World: Domínio” prova que essa franquia precisa ser extinta, e não os dinossauros!

Confira o trailer:

⭐️ – Ruim
🎥 Filme: Jurassic World: Domínio (Jurassic World: Dominion)
🟡 Nos Cinemas
Direção: Colin Trevorrow
2h 19min / Ficção científica, Ação, Comédia

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