“Elvis” é o melhor filme do ano segundo a Indiquei Pra Ver

Eu sei que a maioria já escolheu “Top Gun: Maverick” como o filme do ano, mas eu particularmente já tenho “Elvis” como o meu preferido de 2022, e os motivos não faltam para isso.

Ao assistir Elvis, eu fiquei encantado pela escalação de Austin Butler (claro), que logo em sua primeira cena já mostra total domínio ao reviver um fenômeno da música. Okay, reviver talvez seja uma palavra injusta porque essa é apenas a primeira impressão. Ao finalizar o longa, você percebe que ele não interpretou um papel, o ator realmente encarnou a figura de Elvis Presley com toda sua espiritualidade.

O ator emite uma vibração indescritível, é como se eu estivesse vendo parte de um show real do Elvis, toda a eletricidade de Austin Butler é capaz de transmitir sensações únicas, e você entende o porque de toda a euforia daquelas mulheres da plateia, não só pelo charme e os seus movimentos corporais hipnotizantes, mas por tudo o que o artista representava. É contagiante!

Obviamente, se esse fosse o único ponto alto do novo filme de Baz Luhrmann (de “Moulin Rouge”), provavelmente eu não consideraria o melhor filme do ano. Em 2018, um ano que tinha sido lançado outra cinebiografia musical; “Bohemian Rhapsody”, eu jamais cheguei a cogitar isso, e olha que eu sou um dos que gostou muito do filme. Mas após assistir “Elvis”, ficou muito perceptível porque nem todos gostam do longa estrelado por Rami Malek.

“Elvis” acompanha décadas da vida do artista (Austin Butler) e sua ascensão à fama, a partir do relacionamento do cantor com seu controlador empresário “Colonel” Tom Parker (Tom Hanks). A história mergulha na dinâmica entre o cantor e seu empresário por mais de 20 anos em parceria, usando a paisagem dos EUA em constante evolução e a perda da inocência de Elvis ao longo dos anos como cantor.

O que esse filme faz vai muito além de contar um recorte da carreira de Elvis Presley, ele mergulha a fundo na história do artista, desde criança enquanto observava a cultura negra do bairro de Memphis. Inclusive tem uma belíssima cena que ilustra muito bem a infância do artista acompanhando todo o movimento negro, a montagem oscilando entre o passado e presente e a trilha sonora casam perfeitamente!

Como podem perceber, a cinebiografia não desperdiça nenhum momento sequer da vida do astro, fazendo questão de explorar cada pedaço de sua trajetória. Para o sucesso que Elvis se tornou, é mais do que justo que a história seja contada por completo, algo que “Bohemian Rhapsody” não entendeu.

Se tratando de um longa dirigido por Baz Luhrmann, você pode esperar por muita vivacidade, montagem frenética, euforia e todos os exageros possíveis! Não teria um diretor melhor para contar a história de Elvis, todo esse glamour, neon, luzes realmente faziam parte da carreira do artista e o cineasta entende isso e usa ao seu favor.

Em qualquer outra cinebiografia de um astro do rock, evidentemente eu iria comentar que as músicas são o ponto alto do filme, mas curiosamente eu senti que as cancões estavam servindo como parte da história e nunca sendo usada como elemento principal. O roteiro, a direção e a escalação de elenco de “Elvis” são tão eficientes e poderosas que mesmo que inevitavelmente as canções sejam de fato icônicas, elas estão presentes na história mas sem ofuscar o que o filme tem de melhor para oferecer. É por isso que eu achei o melhor filme do ano, porque fazer uma cinebiografia musical que consiga se sobressair do elemento básico da música e se tornar grandiosa tanto quanto as canções é um acerto e tanto.

No elenco, não foi apenas Austin Butler que brilhou, a presença de Tom Hanks é forte e tem um peso necessário na trama, afinal ele foi uma figura responsável não só pela ascensão de Elvis, como também pelo declínio do cantor. É impressionante que depois de tantos papéis bem sucedidos de heróis, Tom Hanks também consegue surpreender interpretando muito bem um homem inescrupuloso. E por falar em vilania, o ator praticamente da vida ao uma caricatura de vilão de quadrinhos. Eu particularmente não vejo isso como algo negativo, já que o próprio Elvis tinha em mente que ele era o Capitão Marvel Jr., e por que essa versão do Tom Parker não possa ser como um vilão cartunesco para o nosso herói da vez?

É muito difícil quando chega o momento de declínio da carreira de Elvis Presley, e é impossível não sentir ódio do empresário Tom Parker.

Apesar do desfecho final que é triste, especialmente porque o primeiro ato é cheio de energia, “Elvis” é um longa vibrante e emocionante! É impressionante a possibilidade que o cinema tem de contar histórias longas com eficiência em apenas 2 horas e 40 minutos de duração, e sempre revigorante ver que o cinema está mais vivo do que nunca. Você ficará fascinado ao ver que um ator consegue transmitir tanta veracidade em reviver um dos maiores fenômenos da música, não só com uso de maquiagem, é um trabalho visceral que envolve muito mais que aparência, mas uma fisicalidade única de um artista inesquecível. Realmente vale o seu ingresso!

Confira o trailer:

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ – Excelente
🎥 Filme: Elvis
🟡 Nos Cinemas
Direção: Baz Luhrmann
2022 ‧ Cinebiografia/Musical ‧ 2h 27m

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