Chega ser absurdo que “O Predador: A Caçada” não tenha sido feito para os cinemas

“O Predador: A Caçada” é o filme do predador que muitos esperavam desde o clássico, e eu me arrisco a dizer que é superior ao filme original. O diretor Dan Trachtenberg (do ótimo “Rua Cloverfield, 10”) entende não só a criatura, que por si só deve ser assustadora em cada aparição, como também o cenário perfeito para que uma história como essa se desenrole, além dos personagens que habitam nesse ambiente.

É interessante observar que a equipe do novo filme tem a consciência de que a franquia tem muito mais longas ruins que bons, por isso se afastam de todas as sequências do original optando por um título que nem se quer utiliza o nome Predador, já que o reboot tem o título original apenas como “Prey”, que em tradução literal significa presa.

Na trama, Naru (Amber Midthunder) é uma jovem guerreira altamente qualificada, desesperada para proteger seu povo do perigo iminente. Criada entre os maiores caçadores que vagavam pelas Grandes Planícies e confiante de que é tão capaz quanto os outros jovens caçadores, ela se propõe a proteger seu povo quando seu acampamento Comanche é ameaçado por uma criatura misteriosa. Ambientado no mundo da Nação Comanche no início de 1700, munida com armas primitivas, Naru persegue e finalmente confronta seu inimigo, que acaba sendo um predador alienígena altamente evoluído, com um arsenal tecnologicamente avançado, resultando em um confronto brutal e aterrorizante entre os adversários. Protegendo seu povo do predador que caça humanos por esporte, lutando contra a natureza, colonizadores perigosos, entre outros desafios, a jovem corajosa possui a força para enfrentar o que for necessário para manter seu povo seguro.

O sentido de urgência é sentido desde o primeiro ato, e segue repleto de ação com perseguições, brutalidade e suspense.

O elenco é composto apenas por nativos americanos, e essa não poderia ter sido uma escolha mais original para trazer certo frescor ao novo filme da franquia. Entretanto, eu preciso ser honesto ao admitir que a protagonista não consegue carregar nas costas todo a tensão que as cenas exigem. Mas não me incomoda de maneira alguma que seja uma mulher como já vi muitos comentários questionando isso, mas sim a interpretação, além do fato de que a Amber Midthunder parece muito arrumadinha para viver naquela época.

A eficiência dessa nova sequência, não se deve apenas a direção energética de Trachtenberg, mas também ao roteirista do primeiro filme Jim Thomas que retorna agora para provar que uma história simples é muito mais eficaz que qualquer sequência assinada por outros roteiristas que buscaram inovar e apenas entregaram os piores resultados de toda a franquia de filmes.

Além disso, é importante a gente reconhecer o belíssimo trabalho de maquiagem do artista Mike Fields (também responsável por “Predador” de 2010), que torna a experiência muito mais verossímil e imersiva. Não seria possível sentir tanto medo dessa criatura se os efeitos fossem apenas de computação gráfica. Viva os efeitos práticos, e menos CGI por favor.

Com uma direção cheia de entusiasmo, um roteiro simples, porém muito eficaz, o longa revigora a franquia que parecia impossível de ser atraente novamente. Chega ser absurdo que “O Predador: A Caçada” não tenha sido feito para os cinemas, seria um sucesso de bilheteria!

Confira o trailer:

⭐️⭐️⭐️⭐️ – Ótimo
🎬 Filme: O Predador: A Caçada (Prey)
🟣 Disponível em: Star Plus
Direção: Dan Trachtenberg
2022 ‧ Ação/Ficção científica ‧ 1h 39m

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