
“American Horror Story: Freak Show” está longe de ser excelente como a segunda temporada, mas chega perto dos primeiros anos da série, exceto pela sua segunda parte que perde o ritmo inicial.
A história centra-se em um dos poucos shows de aberrações restantes em 1952, e no que seus donos são capazes de fazer para mantê-los em pé no conflito entre as aberrações e as “forças do mal”, que não conseguem entendê-los.
Inspirado no filme de 1932 intitulado “Freaks”, a quarta temporada de “American Horror Story” se propõe discutir os mesmos temas do clássico dos anos 30. O que é ser uma aberração? Assim como “AHS: Asylum”, o quarto ano da antologia focou bastante na maldade humana e no que o ser humano é capaz de fazer, sendo muito mais um terror psicológico que se aproxima de fatos da realidade.
Ainda sim é claro que a temporada não deixou de explorar mitos e lendas, mesma coisa que a segunda temporada fez quando introduziu um pouco sobre alienígenas.
Além do roteiro que exige muito mais atenção, a série continua tecnicamente exuberante, seja com a escolha de ambientações ou figurinos. Você sente o quão perigoso é o ambiente circense para essas vítimas da sociedade.
O elenco continua fantástico e ganha força com a adição de Finn Wittrock (“American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace”) que da vida ao excêntrico psicopata que tem ótimas cenas ao lado de Frances Conroy (“Six Feet Under”) que interpreta sua mãe superprotetora.
Além disso, Jessica Lange encerra sua jornada nessa antologia da melhor forma, com direito a cenas musicais onde canta “Gods and Monsters” – Lana Del Rey e até “Heroes” – David Bowie. “AHS: Freak Show” pode não ser uma obra prima, mas tem seus momentos.
Confira o trailer:
⭐️⭐️⭐️⭐️ – Ótima
🎥 Série: American Horror Story: Freak Show
🟠 Disponível em: Star Plus
Criação: Ryan Murphy & Brad Falchuk
2014 ‧ Terror
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