
Se tem uma coisa que o cineasta Oriol Paulo domina como ninguém é o gênero do suspense, e isso ficou provado em “Um Contratempo”, que conseguiu enganar todo mundo até seu último minuto.
Além de fisgar a atenção do espectador em frente à tela o tempo inteiro, ele sempre surpreende com seus diversos plottwists. Esse segundo artifício usado pelo diretor e roteirista, nem sempre me agrada.
Em determinado momento as diversas reviravoltas testaram a minha paciência, e me desconectaram da história que inicialmente me segurou na ponta do sofá.
Em “As Linhas Tortas de Deus”, o diretor consegue mais uma vez capturar atenção do espectador logo na cena de introdução por mais de uma hora e meia, quando infelizmente cai em seu próprio erro de repetir a fórmula de reviravoltas atrás de reviravoltas.
O longa possui mais de duas horas de duração, e evidentemente tantos desdobramentos soam demasiadamente desgastantes e inverossímeis.
Outro problema está no roteiro, que abusa dos diálogos expositivos, sempre fazendo com que um personagem esteja exatamente em uma cena onde ele tenha que explicar algo para o espectador. É como se o próprio roteirista duvidasse da capacidade de interpretação do seu público.
Entretanto, o desempenho da protagonista atriz Bárbara Lennie é excelente, assim como a direção de Oriol. Essa combinação dos dois para o gênero do suspense, torna a experiência um pouco mais satisfatória.
Confira o trailer:
🎥 Filme: As Linhas Tortas de Deus (God’s Crooked Lines)
🔴 Disponível em: Netflix
Nota: ⭐️⭐️⭐️ – (7.0/10) Bom
Direção: Oriol Paulo
2022 ‧ Thriller/Mistério ‧ 2h 34m
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