“M3gan” é tão medíocre quanto os últimos filmes da franquia “Chucky”

“M3gan” é um filme de terror produzido por James Wann, mas quem assume a história é Akela Cooper, uma das roteiristas de “Maligno”, outro filme dirigido por Wann que eu adoro e acho que foi injustiçado pelo período em que foi lançado (durante a pandemia).

Antes de comentar sobre os diversos problemas desse longa, eu preciso focar no que há de melhor; a boneca “M3gan”!

É impressionante como eles conseguiram criar uma boneca que se diferencia de todos os outros longas que exploram essa temática dos brinquedos que ganham vida.

Ela é esquisita, mas tem traços de uma garota normal. Ela também causa medo com seus olhares fixos, e transita facilmente do terror para o humor, especialmente nas cenas em que faz aquela dancinha que viralizou numa rede social, e até mesmo quando canta a música Titanium da Sia.

Entretanto, o roteiro é uma catástrofe. Eu não estava esperando por nenhuma obra-prima, eu sabia que seria mais um filme de terror para desligar o cérebro e curtir uma boneca assassina. Mas as conveniências da história para solucionar os problemas de maneira rápida soam tão preguiçosas, que em certos momentos eu tinha a impressão de estar assistindo ao um filme escrito por alunos de algum curso de iniciantes.

A direção de Gerard Johnstone é sempre ofuscada pelas interpretações fraquíssimas do elenco de apoio.

O personagem interpretado por Ronny Chieng (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) só consegue despertar um sentimento; o da vergonha alheia.

Se você conseguir ignorar todos esses problemas, certamente irá se divertir mais do que eu com “M3gan”, afinal, a imagética da boneca é o que funciona neste longa.

Confira o trailer:

🎥 Filme: M3gan
🟡 Em exibição nos cinemas
Nota: ⭐️⭐️⭐️ – (5.0/10) – Mediano
Direção: Martin McDonagh
2022 ‧ Terror/Ficção científica ‧ 1h 42m

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