
“RRR (Revolta, Rebelião, Revolução)” é um clássico instantâneo, porque já nasce com garra e entusiasmo. O longa de Tollywood (e não Bollywood como muitos confundem) faz uma viagem insana ao absurdo — propositalmente é claro.
O épico de ação é dirigido por K. K. Senthil Kumar, um cineasta que em 2015 já se mostrou bastante competente com o aclamado épico de ação de público e crítica “Baahubali: The Beginning” (atualmente disponível na HBO Max).
Em “RRR”, você precisa estar ciente de que terá uma experiência divertidíssima apenas se desligar o cérebro , pois receberá o puro suco de entretenimento como recompensa.
Não há espaço para coerências narrativas e muito menos para uma história inovadora. A inventividade do longa está na ousadia de criar cenas mirabolantes de ação, e de arriscar todos os limites visuais possíveis.
Se em “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” o absurdo era um aliado de todos os outros acertos do longa, em “RRR” o despautério é a essência de tudo.
O diretor trabalha esses excessos com tanta euforia e inspiração, que se torna impossível e até injusto não se divertir diante do que claramente foi no prazeroso para ele fazer. É como se fizéssemos parte dos bastidores desse espetáculo do absurdo.
O mais fascinante no cinema, é poder apreciar dramas contemplativos de Lars Von Trier como “Melancolia”, ou as estranhezas de David Cronenberg, e ao mesmo tempo se permitir ao clichês e absurdos de um longa como “RRR” ou de franquias despretensiosas como “John Wick”.
Esse é o típico longa que você assiste sabendo que não será mais uma adição esquecível ao catálogo de um serviço de streaming, mas sim um grande filme, que com o tempo deverá ser ainda mais valorizado.
“RRR” garante muitas horas de ação, uma história envolvente, colonialismo, amizade, muitas danças e uma trilha sonora contagiante.
Confira o trailer:
🎥 Filme: RRR (Revolta, Rebelião, Revolução)
🔴 Disponível em: Netflix
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️ – (8.5/10) Ótimo
Direção: S. S. Rajamouli
2022 ‧ Ação/Drama ‧ 3h 7m
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