“Gloria Bell” que está na Netflix, explora a meia idade das mulheres, sem cair nos clichês convencionais de Hollywood

“Gloria Bell” é um remake hollywoodiano produzido pela A24 do longa chileno “Gloria”, ambos tem a mesma história, e dirigidos pelo cineasta Sebastián Lelio, que tem uma ótima visão sobre o mundo feminino. 

O diretor foi responder pelo premiado “Uma Mulher Fantástica”, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, e também do ótimo “Desobediência”.

Em “Gloria Bell”, ele conta a história de Gloria (interpretada brilhantemente por Julianne Moore), uma mulher de meia-idade que precisa lidar com sua solidão.

Mas quando um homem chamado Alfred (John Torturo) surge em sua vida, Gloria sente-se como tivesse finalmente encontrado o amor de sua vida. 

Mas não demora muito até ela descobrir que esse homem tem muitos problemas, e que talvez curtir a solidão seja o melhor caminho.

Apesar da premissa deixar esse ar de romance batido e já visto diversas vezes, o longa de Sebastian Lelio se diferencia exatamente por não apostar em um romance como um facilitar narrativo. Os personagens são cheios de falhas e muito mais humanos.

O personagem vivido por John Torturo não é um galã como Richard Gere, seja pelo aspecto físico ou até mesmo por suas características e seu estado de vida, ele tem duas filhas e uma ex-mulher (ou atual) que vive telefonando para ele, e sempre interrompendo o romance em que ele tenta viver com Gloria (Julianne Moore).

Todos esses dilemas complexos que rondam o casal, podem afastar um público que procura uma trama mais fácil de digerir. Mas a beleza de “Gloria Bell” está exatamente em não criar mocinhas e heróis. 

Confira o trailer:

🎥 Filme: Gloria Bell
🔴 Disponível em: Netflix
Nota: ⭐️⭐️⭐️ – (7.0/10) Muito bom 
Direção: Sebastián Lelio
2018 ‧ Romance/Drama ‧ 1h 41m

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