
“Réquiem para um Sonho” é o filme certo para ser definido como “um soco no estômago”, porque de fato é essa sensação que sentimos ao acompanharmos uma história visceral sobre pessoas que perderam seus sonhos por conta de seus vícios!
Quando foi lançado em 2001, eu já achava o longa espetacular, mas ao assistir novamente agora, mais de 20 anos depois de seu lançamento, o impacto foi o mesmo.
Terminei o filme tendo que segurar as lágrimas, porque a história sobre vícios e os sonhos perdidos é tão realista e visceral que não tem como não sentir empatia por esses personagens.
A verdade nua e crua mostrada pelo olhar do cineasta nos faz acreditar que estamos acompanhando uma história real com pessoas reais, mesmo com rostos conhecidos como Jared Leto (“Clube de Compras Dallas”), Jennifer Connelly (“Top Gun: Maverick”), Ellen Burstyn (“O Exorcista”) e Marlon Wayans (“As Branquelas”), que, por sinal, estão fantásticos em seus papéis e entregam performances marcantes.
O longa não é apenas efetivo ao contar as histórias paralelas dos personagens que enfrentam seus diferentes tipos de vícios, mas também é extremamente competente ao nos colocarmos na pele do outro. Em algum momento, parei para pensar em como o ser humano está condicionado a julgar as outras pessoas na rua sem considerar o passado delas. A personagem de Ellen Burstyn (indicado ao Oscar por esse papel) ilustra muito bem isso, especialmente na cena em que ela está em um metrô delirando, e as pessoas a olham com desprezo e a julgam. Nesse momento, ninguém mostra compaixão ou tenta entender a situação dela.
Embora em seu último ato, algumas pessoas possam achar exagerada a maneira como são mostradas as consequências daqueles personagens, eu discordo, porque acredito que o diretor Darren Aronofsky, nesse trabalho específico, se propôs a retratar exatamente os extremos desses vícios.
O caso da personagem Ellen Burstyn mostra o vício em remédio para emagrecimento, e esses medicamentos foram super populares na década de 60 e 70, e mais tarde foram proibidos em praticamente todos os países. No entanto, um artigo do médico Paulo Rogério Mudrovitsch de Bittencourt alerta que o Brasil está atrasado em 50 anos, pois ainda produz alguns desses medicamentos.
Além da história, os quesitos técnicos de “Requiem For a Dream” (título original) são um espetáculo que potencializa essa trama tão assustadora. O diretor sabe fazer uso da câmera como ninguém. A montagem e a edição frenética conseguem transmitir uma sensação de desconforto em que os personagens se encontram.
E o que falar da espetacular trilha sonora colossal de Clint Mansell? Um espetáculo sonoro.
“Réquiem Para Um Sonho” é um drama intenso e chocante que mexe com a sua mente. É a obra-prima de Darren Aronofsky.
Confira o trailer:
🎥 Filme: Réquiem Para Um Sonho (Requiem For a Dream)
🔎 Onde assistir: Prime Video
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (10/10) – Excelente/Obra-prima
Direção: Darren Aronofsky
2000 ‧ Drama/Suspense psicológico ‧ 1h 42m
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