“Spree” é terror feito para a geração Tiktoker

“Spree” é um terror do tipo “found footage” (aqueles em que o personagem filma tudo com celular ou câmera), que eu particularmente achei muito bom, mas tenho em mente que não é para todo mundo, especialmente devido ao seu formato que acaba limitando-o a um certo público, e também por sua premissa doida e montagem frenética.

Deixando de lado teorias, eu diria que esse filme certamente vai agradar aos jovens ou à geração Z. Mas, como eu adoro cinema em geral e aprecio todos os gêneros, consegui odiar os personagens (o que é proposital, então ponto positivo).

Também consegui me divertir muito com essa história, que apesar de bizarra, tem seus momentos cômicos, especialmente pela participação da atriz Sasheer Zamata (“Waco: The Aftermath”), que interpreta uma comediante de stand-up, a única que tem coragem de lidar de frente com o insano Kurt Kundle (“Stranger Things”), um Youtuber que se torna motorista de aplicativo e decide levar seus passageiros para corridas mortais.

O primeiro ato é muito bom, pois você nunca sabe qual será o próximo passo do protagonista e o que ele fará com cada vítima. A trama perde força no segundo ato, após ele tomar uma atitude drástica em relação a um personagem enquanto filma tudo. Nesse momento, seu pai ganha destaque, e existe uma sequência desinteressante que quebra o ritmo estabelecido no início. No entanto, na reta final, alguns desdobramentos engatam o ritmo novamente.

Se você gostou de filmes como “Buscando” ou “Desaparecida”, existe uma probabilidade maior de curtir “Spree”, que segue o mesmo formato. No entanto, essa trama exige um pouco mais de paciência do público, que pode confundir os personagens detestáveis e achar que o filme seja ruim por isso.

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