
“Top Gun: Maverick” eleva o primeiro filme a outro nível, com muito mais emoção e cenas grandiosas!
Na trama, acompanhamos Pete Maverick (Tom Cruise), um piloto à moda antiga da Marinha que coleciona medalhas de combate. Porém, nada disso foi suficiente para sua carreira decolar, visto que ele deixou de ser um capitão e tornou-se um instrutor. A explicação para esse declínio é simples: Ele continua sendo o mesmo piloto rebelde, que não hesita em romper os limites e desafiar a morte.
Essa sequência traz um peso dramático para os personagens que contribui para que a trama seja muito mais interessante. Agora temos um protagonista, que mesmo que permaneça impetuoso, terá que ser responsável e lidar com um problema do passado.
Com flashbacks e aparições de personagens do primeiro filme, essa sequência não é só um longa com fanservice, porque potencializa uma história que antes não tinha muito a entregar.
Outro ponto positivo para a sequência são as cenas espetaculares de aviação, os caças de última geração sem o uso de computação gráfica tornam toda a experiência muito mais verossímil! As sequências de ação com a trilha sonora de Hans Zimmer tornam as cenas potentes, tensas e cheias de adrenalina.
O filme tem sido aclamado por crítica e público, alcançando nota máxima e liderando entre os 250 Melhores Filmes de Todos os Tempos, mas ”Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa” também está na mesma lista, e nem por isso ambos são do mesmo calibre de ”O Poderoso Chefão”. Isso prova que a nostalgia é tão forte ao ponto de colocar alguns filmes nessas listas devida a sua grande aceitação. O ponto positivo fica para uma produção hollywoodiana conseguir levar um grande público ao cinema, sem precisar fazer parte de um universo cinematográfico de super-heróis. Entretanto, não podemos achar que repercussão ou bilheteria é sinônimo de qualidade em todos os aspectos.
Entre tantos acertos, “Top Gun: Maverick” talvez pequena apenas na necessidade de trazer um interesse amoroso para o personagem de Tom Cruise, a atriz Jennifer Connelly é linda e talentosa, mas merecia muito mais que apenas repetir o papel da atriz Kelly McGillis (do primeiro filme).
Todos os clichês possíveis de Hollywood também estão presentes, e até mesmo algumas cafonices, como o fato de Maverick andar de moto sem capacete, usando apenas um óculos de sol. As vezes era impossível não sentir que eu estava vendo uma revista de modelos e glamour, um pouco de naturalidade faria muito bem ao longa. As sequências de caças são tão reais e impactantes que destoa de todo o suco hollywoodiano que é o primeiro ato do filme.
“Top Gun: Maverick” tem tudo o que um filme precisa para agradar uma plateia de cinema, uma receita que sempre deu certo, mas que não seria possível sem a competente direção e química do elenco.
Confira o trailer:
⭐️⭐️⭐️⭐️ – Ótimo
🎥 Filme: Top Gun: Maverick
🟡 Nos Cinemas
Direção: Joseph Kosinski
2022 ‧ Ação/Aventura ‧ 2h 11m