“Top Gun: Maverick” nunca foi ótimo, mas revisitando agora parece ainda pior

Vamos combinar que ”Top Gun: Ases Indomáveis” nunca foi ótimo ao ponto de merecer todo o hype que teve, é um bom filme que agradou parte do público na época por algumas decisões criativas do filme. A escolha do galã Tom Cruise, que se tornaria um dos mais renomados astros de Hollywood e a canção icônica “Take My Breath Away”, que foi exibida massivamente em um clipe que mostravam as melhores do filme. Por essas e outras escolhas, o clássico caiu na graça do público como comercial de margarina, e se tornou tão marcante, mas é inevitável notar o quanto esse filme que já não era tudo isso, se tornou ainda pior nos dias de hoje.

Basta a gente fazer um exercício de revisitar vários clássicos, incluindo esses blockbusters a la ‘Sessão da Tarde’ para notarmos que histórias simples, com romances clichês e músicas icônicas como pano de fundo envelheceram muito melhor que ”Top Gun”. Posso citar vários, mas ”Ghost – Do Outro Lado da Vida”, ”Uma Linda Mulher” e ”Titanic” podem passar um milhão de vezes na televisão que você sempre vai dar aquela paradinha para assistir. “Titanic” é o melhor exemplo, de que sempre que é reexibido, se torna assunto nos trend topics dp Twitter. Também não podemos esquecer dos clássicos de James Bond, vários clássicos do 007 funcionam muito melhor nos dias de hoje.

Claro que qualquer pessoa pode discordar dessa minha visão com o argumento de que se o filme não fosse bom, hoje não teria sido lançado uma sequência do clássico dos anos 80. Podemos lembrar que sequências acontecem independente da qualidade de seus filmes anteriores, a franquia ”Velozes e Furiosos” está viva até hoje para provar isso.

A história segue Pete Mitchell (Tom Cruise), um jovem piloto, ingressa na Academia Aérea para se tornar piloto de caça. Lá, ele se envolve com Charlotte Blackwood (Kelly McGillis), uma bela mulher, e enfrenta um competidor à sua altura (Val Kilmer).

A premissa é simples, mas o maior problema é o elenco que não tem química alguma entre eles. O casal de pombinhos é responsável por uma das relações mais insossas na história do cinema, salvo graças a trilha sonora que consegue disfarçar o que ambos atores não transmitem em cena.

Além disso, os personagens não ajudam. O protagonista vivido por Tom Cruise, é um jovem com um ego inflado, que acha que é o dono do mundo, ele faz um ’showzinho’ quando acha necessário para chamar atenção da mulher que ele quer conquistar. Falando no seu par romântico, a personagem interpretada Kelly McGillis, existe apenas para isso, para ser o par romântico do protagonista.

Ainda que a minha experiência com o primeiro ”Top Gun” não tenha sido uma das melhores, é fácil reconhecer o sucesso do filme pelo acerto da direção, que mesmo que na época precisou usar CGI nas cenas de caças, conseguiu fazer muito com o pouco recurso que tinha em mãos.

A trilha sonora que inclui canções icônicas, como a própria “Take My Breath Away” ou “Danger Zone” (que foi até reutilizada na sequência).

”Top Gun: Ases Indomáveis” foi um filme para qualquer garoto que tinha o sonho de pilotar aeronaves de última geração, ou para uma mulher que quisesse um galã capa da capricho. Sem uma missão concreta, e apenas um treinamento com uma competição movida por ego, o longa não conseguiu ser mais do que isso.

Confira o trailer:

⭐️⭐️⭐️ – Bom
🎥 Filme: Top Gun: Ases Indomáveis (Top Gun)
🟣 Disponível em: Star Plus
Direção: Tony Scott
1986 ‧ Ação/Aventura ‧ 1h 50m

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